Seja grato
Publicado por Ana Paula February 26th, 2008 em Livros, Opinião.O ser humano nunca está satisfeito, por natureza. Se conseguimos algo, logo queremos outra coisa, melhor, maior. E muitas vezes nem nos damos conta do tanto que já temos, ou somos.
Eu estou lendo A Thousand Splendid Suns, do Khaled Housseini. Acho que a tradução é A Cidade do Sol. Fala das mulheres do Afeganistão. Apesar de ser romance, retrata a realidade de muitas mulheres que viveram e vivem naquele país. É tanta desgraça, tanta miséria que elas passam - e eu não estou falando só de pobreza, mas das situações a que são submetidas. São subjulgadas, menosprezadas e mal-tratadas. É aí que eu olho pra minha vida e percebo o quanto sou abençoada.
Isso também me faz lembrar de outro livro que li, sobre a felicidade. Um dos capítulos do livro fala que pra você ser feliz, tente comparar-se com quem tem menos que você. Porque a gente sempre faz o contrário: olha pra quem tem mais, ou é mais “aos nossos olhos”, e nos sentimos miseráveis porque não temos aquilo, ou porque não alcançamos tal nível - seja em qualquer coisa, trabalho, estudo, posses materiais, etc.
O exercício da felicidade está justamente no contrário: compare-se com aquele pobrezinho que não tem casa, que não tem o que comer, que não tem o que vestir. Compare-se com uma família que depende de um salário mínimo pra se sustentar. Compare-se com os miseráveis na África, ou num bairro da sua cidade. Porque você não precisa ir muito longe pra ver que muita, mas muita gente mesmo não é tão afortunada como você.
E aí você sente gratidão. No que quer que você acredite, seja grato. Dê valor ao que você já tem, ao que você já conseguiu. Claro que é saudável sempre querer melhorar, ter mais conforto, mais sossego, mas nunca devemos nos sentir mal porque ainda não temos ou não somos, e sim, olhar pra nós mesmos e perceber quantas coisas boas temos em nossas vidas.
Infelizmente eu não tenho a cura dos males do mundo. Eu sinto por essas pessoas menos afortunadas, que tanto sofrem no mundo e tento ajudar dentro das minhas condições. Por outro lado, não posso ignorar a sorte que me foi dispensada e por isso eu sou grata, todos os dias.
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Oi Ana!
Adorei seu blog, fucei tuuuuuudo, inclusive o flickr, seu projeto 365 está mto legal!
assinei seu feed, tá?
bjs!
Ana, penso exatamente que nem você. Apesar de que, claro, tem vez que a gente acaba reclamando da vida, mas eu sempre me pego agradecendo a Deus por tudo na minha vida. Tenho reparado muito o que de ruim NÃO acontece, e agradeço na mesma hora. De coisas simples como escorregar no banheiro e não cair até sérias como tudo que poderia ter rolado no parto dos meus filhos, e eles estão bem e fortes
Beijão
Ana, ontem a noite tava comentando isso, como a vida é tão diferente para as pessoas. Eu gosto de agradecer, mas as vezes me pego num pessimismo cruel…!!E lembro de muitos q/ tem até mais grana do q/ eu mas ñ tem saúde, e essa nem sempre dá pra comprar, então fico feliz e agradecida à Deus.
Um forte abraço
Ana eu pensei nisso hoje. Ontem eu terminei de ler o livro do autor citado “O caçador de Pipas” e ele conta o que o regime talibã fez naquele país onde crianças e mulheres eram ou são (ainda) tratados piores que bichos. Me doeu o coração só de imaginar as cenas relatadas. E não é ignorando a situação daquele povo, mas temos MESMO que dar Graças a Deus, pela vida que temos. E pedir a Deus que olhe para aquele povo, pois pouco podemos fazer, né? Bjus
Oi Ana tbem penso assim ,olhar somente para os que estão no alto e condenar a vida que leva é pecado ,vou te falar uma coisa ,ja teve epoca em que não tinha saude ,casei e meu marido era enfermo ,hoje ,temos saude ,e como somos agradecemos por isso e o que vier na vida é lucro e se não vier ,sonhar é bom ,nem sempre o material é a felicidade ,Deus é presente em tanto momento em nossas vidas que não temos como agradecer ,na epoca poderiamos ter todo o dinheiro do mundo ,mais nunca comprariamos a saude de volta .Amei seu post fica como uma boa reflexão para as pessoas ,que não param para pensar em suas propria vida. bjusss bjuss na laura.
Oi Ana;
É impressionante como pensamos parecido. MAs comigo não foi sempre assim. Acho que me tornei uma pessoa muito melhor depois que meus filhos nasceram, menos egoísta, egocêntrica e mais humanitária.Atualmente a única coisa que peço à Deus e á vida é saúde, o resto a gente corre atrás. Me sinto absolutamente abençoada pela vida que eu tenho, pela casa que eu tenho, pela profissão que eu tenho e pelos meus filhos e maridos maravilhosos. Só posso agradecer.
realmente somos uma minoria privilegiada, pois neste país, a maioria da população deixa seus filhos à merce da violência urbana, do tráfico, e afins e sai à luta por um mísero salário.É muito triste.
Beijos e parabéns pela sua linda família também.
Oi Ana… hoje estava no carro, e começou a tocar aquela musica “Epitáfio” do Titãs, e foi so hoje que prestei bem atenção na letra… e ela fala mais ou menos sobre a mesma coisa q seu post. Sobre como devemos dar valor a vida que temos e realmente ser feliz… é difícil, mas teríamos que tentar!
bjo
Vir
Oi Ana, comecei a ler o livro mas por total falta de tempo ainda não acabei. Mas já tinha lido o Kite Runner que tb me tocou muito, até porque, no Brasil, as condições de vida de muitos é tão miserável e socialmente inviável como no Afeganistão. Eu até fiz um post sobre o livro lá no TQG.
Pra nós q viemos de um país em desenvolvimento ainda é mais claro o quanto nos países desenvolvidos muito é “taken for granted”.
Eu sou muito grata pela minha saúde e poder andar, falar, enxergar enfim, coisas tão simples mas que tem tanta gente que nem isso pode. Procuro passar isso pro meu filho ao lhe mostrar como a natureza é sábia e como devemos tratar bem as pessoas : )
bjs
Oi Ana, já li este livro também. É muito chocante.
Todos os dias agradeço a Deus por tudo que tenho, e a única coisa que peço é saúde para mim e para todas as pessoas que conheço.
Isso não tem preço né? O resto a gente corre atrás.
um beijo
Ana, eu tb penso como vc! Muitas vezes me cobrava por não ter conseguido tal coisa, ou me comparava com outras pessoas que têm mais que eu.
Mas passei a fazer o contrário e em vez de perguntar: pq eles têm e eu não?, pergunto : por que eu tenho tanto e outros tão pouco?
Assim a gente é mais feliz e valoriza mais as bênçãos que Deus nos dá!
Oi,Ana!
Eu penso como vc tb!Eu já fiquei me lamentando por coisas,acontecimentos na minha vida,mas isso só vinha me trazer mais tristeza. Foi quando me lembrei
daquela velha história que eu e quase todas lemos na infância(Poliana) como temos que praticar o jogo do contente!Pode até parecer piegas,mas temos mesmo é que agradecer e muito,mas esquecemos…Viemos com mãos vazias,iremos com mãos vazias…esta vida é muito pequena,e dada a nós como uma escola.Treinemos mais para nossos prazeres, valorizando o que realmente tem que ser valorizado e agradecendo por tudo.
“Em tudo dai graças”, Deus nos diz através de sua palavra, o tudo está bem claro,mas como é difícil…mas Ele certamente está sempre conosco e nos ajuda,conforta e liberta.
Grande bjo e uma abençoada semana.
Como eu adoro seu blog e sua doçura.
Um grande beijo, LARISSA
Oi Ana Paula, que legal encontrar mais um blog de brasileira morando no Canadá que não é apenas sobre imigração.
A vida aqui é tão mais do que isso né?!
Já fazem 5 anos que estou por aqui mas a gente nunca cansa de comparar com o Brasil.
Gostei do seu blog e espírito!
Keep up the good work!
É doloroso crescer. Olhar para trás e perceber o quanto somos miseráveis.
Não precisamos olhar para a casa do vizinho para constatarmos o sofrimento alheio. Ele sempre existiu e continuará existindo.
Vivemos num mundo egoísta e somos extremamente insatisfeitos.
Dói enxergar o que estamos fazendo com o nosso planeta!
Dói mais ainda quando vemos seres humanos tratados como lixo!
Tudo que ouço o povo falar é que vai piorar.
Eu nasci num lar muito pobre e passei por muitos processos difíceis e não precisei ler livros para entender o que é ser torturado e massacrado. Cheguei a pensar que Deus não estava olhando para mim e até mesmo questionei sua existência.
Ainda bem que o SOL realmente nasce para todos e um dia acordamos e começamos a compreender o porque de tudo que vivemos, de tudo que sofremos e vemos os outros sofrerem.
A cada um compete aceitar e carregar a própria cruz.
Sinto-me extremamente abençoada e sofro com o sofrimento homano.
Precisamos orar mais e suplicar à Deus que envie seus anjos para cuidar da humanidade.
Minha querida crescer dói muito e dói muito mais quando olhamos para dentro de nós e percebemos o quanto somos inúteis.
Sejamos agradecidos à Deus por todo o bem que nos tem feito e fará.
Te amo muito!
Beijos!
Com certeza nós temos muito a agradecer, a começar por nossa saúde que agradeço a Deus todos os dias minha saúde, do meu filho e das pessoas que eu amo! Problemas e coisas que chateiam a gente sempre vai ter, mas é como vc falou, temos que olhar e pensar no quanto temos e devemos muito agradecer!
Adoreo seus posts!
BEijo grande!
PS: AHHHHHHHHHH hoje lembrei de arrumar o link do meu blog, fala sério! Pouco desligada eu só agora lembrei……hahaha!
Está certíssima, Ana. Eu ainda não li esse livro, mas já li outros sobre mulheres do Afeganistão e fico impressionada com tanta covardia que elas enfrentam e mesmo assim a maioria não perde a esperança e a força. Eu tb sou muito grata por tudo que tenho. Não esqueço de agradecer um diazinho sequer, antes de dormir. Vemos tanta desgraça tão pertinho de nós. Agradecer, pensar positivo e tentar ajudar, nem que seja com uma palavra de carinho, já faz o mundo um pouquinho melhor, né?
Beijos.
Eu Ana, assim como você, agradeço por tudo que tenho.
E nunca olho que tem mais e sim, quem tem menos. Não para me acomodar e já achar que tenho muito, mais para ver o quanto Deus é bom para a minha vida, me dando saude e paz, que coisas melhores que essas?
Não existe! Não há dinheiro que compre.
E por isso sou grata, sempre.
Um bj!
Ana,
Às vezes me pego pensando nisso tb e concordo com vc. Acho que temos sempre que agradecer a Deus pelo que temos e o que somos. Principalmente por termos saúde na família. O resto a gente corre atrás, não é mesmo?
Bjo grande.
Ana, gostei da sua sinceridade. Penso como você. No entanto, às vezes, inconscientemente comparo a situação da nossa família aos mais “afortunados”. Mas, pode acreditar nos últimos anos a gratidão tem sido uma força a mais para buscar meu crescimento espiritual e afastar o egoísmo.
Eu não li o livro, mas posso imaginar quanto sofrimento essas mulheres ainda passam. Infelizmente.
Bjs…