Saudade dói
Publicado September 9th, 2007 em Família.Tudo na vida tem um preço. Cada escolha que fazemos carrega consequências e não se pode ter tudo. Sem dúvida, a pior parte de morar aqui é estar longe da família.
Hoje eu estava no Skype com a minha sogra, quando minha mãe também chamou. Eu respondi por texto, dizendo que já ligava, ela disse que a família toda estava lá. Eu não imaginava qual seria a “família toda”, imaginava que a minha irmã e cunhado, talvez a vó, estivessem juntos.
Mas quando iniciamos a ligação, eu ouvi aquela barulhada de família reunida. Quase todos meus tios por parte de pai, primos e filhos dos primos, todo mundo estava lá na minha mãe, num churrasco. Eu não aguentei e comecei a chorar. É nessas horas que dói muito viver tão longe…
Eu fiquei bem logo e pude conversar com todo mundo, ouvir as gargalhadas do pessoal conversando na varanda, ver os filhos dos meus primos que eu mal conhecia e ver a minha prima mais nova grávida já de 6 meses. Quanta coisa eu já perdi.
A gente não se via com tanta frequência mesmo, mas vez ou outra a família se reunia, e era tão bom reencontrar todo mundo. Agora eu não posso mais.
Eu queria terminar o texto com alguma coisa boa… mas só consigo sentir saudade. Eu estou bem, estamos felizes, mas nessas horas é muito ruim estar longe. Muito mesmo.





Oi Ana !
Eu acompanho seu blog desde a epoca que a Laura ainda era ‘ A Menina ‘ , esta e a 1ª vez que estou comentando ! Eu sei soa estranho ! =) Mas me identifiquei muito com seu post de hoje , eu moro em Los Angeles ha 5 anos e meio e desde entao a unica forma que vejo o pessoal de casa e atraves da webcam ! =) Saudades doi muito ! Mas vale a pena o esforço ! Muita força pra voces =) ‘ Everything is gonna be allright ! ‘ =)
Beijo no coraçao
Olivia
Olá Ana,
ontem eu assisti ao Brazilian Day em NY e fiquei pensando nesta saudade. Na verdade fiquei pensando em como o nosso país é injusto. Quantas daquelas pessoas não gostariam de estar aqui convivendo com sua familia e amigos. Se pudéssemos ter aqui a metade do que encontramos no exterior, certamente a grande maioria voltaria e eu nem pensaria em sair.
Mas temos que fazer escolhas o tempo todo e nós, que temos filhos, não podemos perder a oportunidade de dar a eles uma vida melhor. imagino que não esteja sendo facil lidar com esta saudade. Desejo um bom dia pra vc.
Um beijo,
Marilena
É, Ana, difícil essas escolhas que fazemos, né? Eu morei em Brasília por quase 5 anos, somente 1h20 distante de avião, e já era bem complicado. Fico imaginando você… Mas, que bom que hoje já é outro dia, a saudade voltou a ficar ali no cantinho novamente e você está tocando sua vida. Nessas horas, pense sempre no lado bom, vai fazendo uma lista na sua cabeça de todos os problemas e dificuldades que você deixou pra trás… Nada como a tática da Pollyana, né? ;c)
bjs,
Mic
oi Aninha!
Minha linda, eu sei bem o que vc está sentindo. Apesar de eu nào ter ido pra tào longe, mesmo estando em SP, não é mais possível ir pro Rio a toda hora e perco várias reuniões de família e amigos, às vezes aquelas que começam despretenciosamente na praia e se estica até de noite em algum outro lugar. Olha, é triste mesmo e tb tento pensar como vc qd estou assim, que não podemos ter tudo na vida (pq ne? rssss) e que tenho um empredo excelente aqui, um marido maravilhoso, meu apto lindo…mas nào tenho mais a praia, a minha família, os meus amigos…é duro viu…eu tb ando homesick…desculpa nào conseguir ajudar tanto…mas passa…são fases e amanhã vc já tá bem de novo viu?
se precisar de um ombro amigo…é só chamar!
mil bjs e fica com Deus.
Oi, Ana!!
Eu acho que saudade é um dos sentimentos mais contraditórios que existem: dói… dói pra caramba, mas a gente sabe que só dói tanto assim porque do outro lado estão pessoas, lugares, momentos que nos são muito queridos! Isso é muito bom, significa que a vida tem um lado maravilhoso e que você não está passando por ela em branco. Escolhas fazem parte da vida e sempre haverão aspectos menos agradáveis nos caminhos que escolhemos.. não dá para ter tudo, negócio é fazer do caminho que escolhemos o melhor possível.
Fique bem.
Beijo e boa semana!
não é mole não.. e vc tem que aprender a conviver com isso porque se dizem que melhora.. não melhora, essa “saudade de gente viva” não melhora!!!!


agora, se sua mãe lê esse blog vc merece uns tapas no bumbum, tadinha!
- olha eu nada metida querendo falar
mas é que minha mãe sofre muito, e se ela sofre, eu sofro, então no meu caso, sei que não posso cutucar a ferida…
ih, já ia escrever um livro aqui, mas fica pra outra hora, tenho um moooooooonte de e-mail pra ler
beijão e pensa na parte possitiva, e pensa no futuro da Laura
Oi Ana … Nós não nos conhecemos, mas esta é a segunda vez que deixo um comentário. Leio sempre o seu blog, ele já faz parte dos “favoritos”. Não tenho muita intimidade com o computador, mas estou planejando montar um blog pra mim também. É o começo de um vício sadio (rsrsrs). Sinto exatamente essa saudade a qual vc descreve. Sempre fui meio cigana e por isso a saudade já se tornou companheira constante desde os meus 8 anos de idade. Futuramente pretendo morar no Canadá com meu marido e 2 filhos e sei que a saudade irá apertar ainda mais (de: mãe, irmãos, sobrinhos, tios, tias, avó, primos, dos cachorros que vão ficar, e por aí vai). Mas, quando é necessário e você sabe que essa experiência lhe tará melhores resultados, não tem jeito: agüenta coração!!!
Tudo de bom pra vc e sua família. Força sempre!
Nem me fale, amiga!
Dói, dói muito mesmooooo!
Só tenho uma coisinha pra te dizer: acalme-se, essa dorzinha passa (ou dói um pouquinho menos com o passar do tempo).
A saudade? Ahhhhh essa só aumenta sim.
Vc verá como passará rápido o tempo em que teus pais estiverem aí com vcs. Agora parece ser levar uma eternidade pra chegar novembro, depois….
Mas não vamos sofrer já com o retorno deles para o Brasil… vamos viver o presente! E aguardar o futuro anciosos.
Beijos
Ana, a gente sempre sabe que cada escolha tem suas conseqüências, né?
Mas a Laurinha e sua família todinha sabe que você pensou no “bem geral da nação”.
E hoje a internet é tão boa que aproxima bastante. Marca uma dessas teleconferências por mÊs que você mata um pouquinho a saudade rsrs
Beijinhos
nem imagino o que vc esteja sentindo pq sempre vivi perto da minha família…mas sabe que é um grande sonho (sonho mesmo, nada perto do real) morar fora do Brasil? Volta e meia conversamos sobre isso lá em casa…
Minha querida, meu pai diz que saudade não dói mas tira o sono. Não sei o que é melhor, sentir dor ou não dormir. Bom! nem uma coisa nem outra. Vamos sentir muita saudades e ter a certeza do quanto somos amados e amamos.
Mamãe também sente muito esta distância.
Um dia eu também fui morar muito longe, voce era pequenina e também sentiu saudades.Logo que chegamos em São Paulo voce ficou febril por alguns dias. Fizemos alguns exames e foi diagnosticado pelo pediatra que era febre emocional.O tempo foi passando e tudo voltou a ser como antes. o TEMPO é o Senhor de todos os mistérios. Não quero te ver triste pelos cantos. Lembre-se que nós fazemos parte do seu sonho, logo,logo estaremos mais pertos. Falta só um pouquinho.
Te amo.
Mamãe.
Pois é,prima, ontem estava lá na casa de seus pais e pude ver o que sentiu… e é claro chorei junto com vc…. primeiro porque sinto saudades de vcs e segundo porque tive essa experiência - embora tenha morado bem mais perto e por um curto período, felizmente- pude sentir o mesmo que vc….. ñ concordo muito com que sua mãe disse que saudade ñ dói….depois de ter morado longe de minha família por um ano pude ver que ela dói bastante, é claro que com o tempo as coisas vão se acomodando e vc acaba se acostumando com sua vida “sozinha” mas de certa forma é bom, pois aí vc percebe o qnt se é forte…..mas como vc disse tudo tem seu preço, essa foi a escolha de vcs tenha certeza que serão muito felizes e que mesmo longe todos aki torcem e vibram muito por vcs todos. Mil beijos saudosos, porém alegres rsrsrs . Vivi e Edu.
Oi Ana, não nos conhecemos pessoalmente mas sempre leio seu blog, e só queria te dizer que concordo plenamente contigo. A saudade é a parte mais difícil de morar longe da família, e as vezes penso se não é um preço muito alto… mas lembra: saudade não quer dizer que estamos longe daqueles que amamos, e sim, que um dia estivemos juntos. Abraços e força. Goldman.
ô Ana… fiquei com os olhos marejados ao ler seu post. força querida, vc sabe que td isso tem um propósito. logo, logo o final do ano está aí e vc mata as saudades pelo menos dos seus pais.
Um beijo querida, fica com Deus!
saudades, é coisa q vou sentir sempre. Prinicipalmente depois da última ida ao país do meu pai. Grande parte da família está la´, mas qui tenho a parte da família de minha mãe. Não tem muito o que fazer, apesar q não senti muito a falta das pessoas quando estive lá, e sim das coisas e situações(engraçado, talvez pq não fiquei mais doq 2 meses).
beijos e boa sorte
Ana
eu sei o que sente, pode acreditar. Quando era recém-casada, sem filhos ainda, moramos em Tokyo. Os feriados e encontros dos outros eram doídos. Depois morei pertinho da minha mãe por 5 anos em Curitiba e quando vim para Sampa estar longe me deixava com saudade de novo. Agora já começo a preparar o meu coração, pois com filihos homens, logo estarei com saudade é deles, que vão ganhar o mundo. Sabe lá se vão para Toronto, Tokyo… risos!
Abraços e tudo de bom.
A Saudade é uma das coisas mais coplicadas que existem. Mas devemos apeender com elas os enscinamentoas que nos traz.
Oi, prima…
Faz tempo que não entro na net pois estou sem banda larga mas hoje tirei o dia para ler meus mais de 2000 e-mails parados nas caixas, dar uma olhadinha no orkut e no seu blog…
Bem… tenho que confessar que a sua situação tem sido o meu consolo nos momentos em que bate esta saudade!! É terrível e me identifiquei bastante com o que escreveu, é como se eu estivesse no seu lugar porém bem mais perto da família!!
Naquele dia 09 de setembro, não sei se ficou sabendo, mas dos quase 4 anos que estou aqui em SP, foi o dia mais difícil de retornar, pois estava com toda a família reunida (inclusive com vc, pois aquele contato era como se vc estivesse ali com a gente), com a nossa prima Amanda que até então não tinha visto com barrigão (como tbm não tive a oportunidade de te ver gestante), com filhos dos nossos primos que infelizmente nem me conheciam pessoalmente, enfim… momentos da nossa família que estou perdendo e… foi muito choro na hora da despedida…
Para vc ter uma idéia, estou há apenas 400km de distância da minha família, no entanto só tive a oportunidade de estar no RJ esse ano por 4 vezes em finais de semana e este dia 09 de setembro foi a 1a oportunidade de estar com TODA a família depois do casamento da Cris.
Talvez não seja só eu, mas toda vez que leio seu blog fico com o rosto inchado de tanto chorar, pois me identifico muito com as coisas que escreve, parece que vc consegue expressar e passar para este blog tbm o que sinto com relação à saudade, além de me colocar no seu lugar e sentir ainda mais a dor que sente, pois definitivamente A SAUDADE DÓI.
Prima, saiba que apesar de não escrever (esta é a primeira vez que escrevo no seu blog), tenho vc, a Laurinha e o André (”primo” com quem tbm não tive muito contato), todos no meu coração e sinto o mesmo que vc, pois a saudade é a mesma, ela não é maior ou menor pela distância!!
Bem… acredito que assim como eu, apesar da distância, vc tbm está muito feliz com seu marido, sua filha, sua casa, enfim… é aquela questão: temos que fazer escolhas nas nossas vidas e suportar as conseqüências como as recaídas que temos de vez enquando a saudade bate.
Beijos…
Que Deus os abençoe,
Tathi.
Oi Ana…
Em uma pesquisa na internet acabei achando o seu blog e me identifiquei, até chorei lendo o seu post.
Tenho 20 anos, uma família grande e me mudei pra SP, há 5 meses…
Ahh a saudade, dói mtooo, pareçe que não passa…
Tomara que um dia a gente encontre, um antídoto, para amenizar a saudade.
Um bjão e parabéns… !