Acabei de ler a matéria de capa da Isto é dessa semana, sobre a gripe aviária. Tive medo. Os pesquisadores dizem que a gripe chega no Brasil em setembro desse ano, e potencialmente pode se tornar uma pandemia, matando mais de 55 milhões de pessoas no mundo todo, estrago semelhante ao da Segunda Guerra Mundial. O cenário mostrado é realmente catastrófico: mutações do vírus, contaminação pelo ar, falta de hospitais, falta de respiradores, de médicos e enfermeiras.
Eu odeio notícias assim. Odeio filmes apocalípticos, com desastres naturais de proporções gigantescas, meteoros que acabam com o planeta, ondas gigantes, etc. Eu sei que isso tudo pode acontecer e acontece, mas me incomoda saber que tudo isso é possível.
Eu sei que um dia vou morrer. não gosto de ficar pensando como, nem quando. Quero viver cada dia, um atrás do outro, aproveitando tudo que a vida tem pra me oferecer de bom. não quero viver com medo do que pode acontecer.
Se não existisse televisão, nem jornal, nem internet, ninguém ia saber de nada que acontece no mundo. A única realidade seriam os acontecimentos cotidianos de nossas vidinhas, nas redondezas por onde passamos. não acontecem mega-catástrofes na minha vida, no dia-a-dia. Saber que elas acontecem por aí, ver notícias das guerras, de epidemias e doenças mortais me deixa triste. Me deixa amedrontada.
não posso me fechar numa redoma de vidro, enclausurando-me para ter a impressão de segurança. Que vida é essa? Eu quero ser feliz, não quero viver com medo.
Isso é sofrer por antecipação. Eu sei bem o que é isso, os meus cabelos brancos estão aí pra quem quiser ver (por pouco tempo! eu vou pintar, lembram?). É uma coisa minha mesmo, tenho que aprender a não me importar tanto com as coisas que acontecem por aí. não afetam a minha vida e, portanto, não deveria sofrer por isso.
Tenho é que dar graças a Deus, todos os dias, pela vida, pela saúde. E deixar a vida tomar seu rumo.





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