Relato da viagem
Publicado por Ana Paula August 6th, 2005 em Laura, Viagem.antes tarde do que nunca, né?
Muitos me perguntam como a Laura se comportou durante a viagem, o que ela comeu, se ela curtiu… acho que vou começar falando dessa parte, depois eu conto os detalhes das cidades e passeios que fizemos.
No avião
Eu tinha uma preocupação com o vôo tão longo. A Laura já tinha ido aos Estados Unidos, mas ela tinha seis meses, era bem menor e não se movia sozinha.
Agora era diferente… como ela se comportaria? Ainda mais que dessa vez faríamos escala em Los Angeles.
Foi mais tranquilo do que eu imaginava.
Na ida, no dia 4 de julho, nosso vôo sairia às 9 da noite. Até a hora do embarque ficamos na sala vip da Varig, ma-ra-vi-lho-sa. A Laura ficou brincando o tempo todo, numa boa. não dormiu. O vôo parou em são Paulo, ela chegou dormindo lá. E, ainda com ela dormindo, decolamos para Los Angeles.
Graças a Deus meus pais ficaram num corredor lá no fundo, no meio, nas duas pontas. E não tinha ninguém nas duas poltronas do meio, então a Laura pôde dormir nos bancos, numa boa. Ela dormiu boa parte da viagem. Quando acordada, ela brincava, mexia com as pessoas e outras crianças no avião.
Em Los Angeles, doze horas depois, troca de aeronaves. Mais 2 horas e meia e estávamos em Vancouver, Canadá.
Laura não sofreu com a pressão no ouvido, como é o medo de muitas mães que viajam de avião com filhos pequenos. Subiu e desceu, várias vezes, numa boa, para orgulho do papai, que é vidrado em aviação.
A volta foi mais complicada… Nosso vôo era 7 horas da manhí, 25 de julho. Chegamos em Los Angeles às 10h30, horário local, e o nosso vôo sairia às 14h30, teoricamente. No check-in na Varig, descobrimos que houve um atraso no Japão e só poderíamos embarcar lá pelas 4 da tarde! Depois de almoçar, fomos para a sala vip novamente, para esperar a hora de embarcar.
No vôo de volta não demos a sorte da ida, estava lotado e nossas poltronas estavam uma em cada canto. Mas conseguimos trocar com algumas almas caridosas e conseguimos ficar juntos no início da classe econômica, onde tem mais espaço para as pernas.
não compramos assento para a Laura, em nenhum dos trechos, então dessa vez ela ficou no colo praticamente o tempo todo, inclusive para dormir. Queria mamar de minuto em minuto, para meu cansaço. Fiquei muito cansada mesmo, porque ela não queria ficar no colo nem do pai, nem da vó.
E naquela poltroninha de classe econômica é um tanto difícil de dormir com um bebê no colo. Meus braços ficavam dormentes às vezes, a Laura ficava toda suada e se mexia de um lado para o outro.
Chegamos em são Paulo terça de manhí. Esperamos quase uma hora pra voltar pro Rio, onde pousamos quase às 10h.
Foto da Laura no avião, na ida:
Alimentação
Levei alguns potinhos e comprei outros lá, pra dar em emergências, onde eu não achasse nada que ela pudesse comer. Ela comeu poucas vezes dos potinhos, depois se enjoou de vez e não aceitava mais.
Compramos biscoito também, parecido com o de maisena, mas mais grosso. Esse ela comeu bem. í€s vezes comprávamos iogurte, quando tinha frigobar no hotel, e ela comia também. Poucas vezes ela aceitou banana, nenhuma outra fruta.
Tentávamos dar pra ela comer do que a gente comia nos restaurantes: carne, purê de batata, arroz (as poucas vezes que encontramos), frango, queijo. Algumas vezes ela aceitou sopa, tipo miojo com frango e legumes. Ela comia pouco, claro.
A comida de lá é bem temperada, então muitas vezes ela não podia comer. Tinha outros dias que nós também não comíamos bem, só sanduíches, então ela ficava só no pão e biscoito.
Bebeu suco de laranja desses de caixinha e gostou, provou batata-frita (só o meio, sem a casca), comeu até chocolate… Ela via a gente comendo e queria, eu dava, e ela pedia mais. Bebeu chocolate quente (morno, claro) e adorou. Tomava do nosso sorvete, várias vezes. Achamos uma sobremesa pronta tipo flan, mas com consistência de danete, que ela gostou também, de baunilha.
Eu sei que esculhambei com a alimentação dela, mas não tínhamos opção. Se ela não comesse isso, não comeria nada, porque é muito difícil achar comida que ela estava acostumada lá.
No último dia fomos num restaurante brasileiro e aí ela se fartou de comer feijão, que ama.
Desenvolvimento
Quando saímos daqui ela tinha 6 dentes e meio. O oitavo nasceu lá. Ela já está com os oito incisivos e essa semana vi que já nasceram 2 molares também. Depois lembramos que ela coçava muito a gengiva na parte de trás da boca e babava muito também, já estavam nascendo lá, talvez.
Ela está falando muita coisa também. Aprendeu a falar mais. No início ela falava “mái”, toda enfática, muito engraçado. Essa semana ela acrescentou o S do final, com som de X, toda carioca… “Máix”
“Mamãe” e “papai” ela já fala direitinho. “Neném” também… era um tal de neném pra cá e pra lá toda vez que via criança na rua! Se estava solta, queria abraçar e beijar.
Gá, pra água
Bobó, pra vovó
Bubu, pra vovô
Qué, pra quer
Bái, de Barney, o dinossauro roxo
Bi, de abrir, pode ser subir também
Ela também imita o som dos animais. “Laura, como faz o…?”
Cachorro - “ou-ou”
Cavalo - ela estala a língua e se mexe como se estivesse trotando
Galinha - “cócó”
Gato - “mei”, toda manhosa
Cabritinho - “é-é-é”, como se estivesse rindo
Vaca - “Mmmmmm”
Passarinho - “pu-pu” (piu-piu)
Aprendeu a fazer o som do avião: “zzzzuu”, com os dentes cerrados, levantando a mão para o alto.
Até aprendeu a falar inglês! “bái-bái”, de bye-bye (tchau). Ela dava espontí¢neamente. Teve uma ocasião onde estávamos no médico (meu pai precisou) e na saída, quando eu me despedi do doutor, ela no meu colo fez igual, sem eu falar nada pra ela… acenou para as pessoas e disse “bai-bai”. Todos riram.
Fotos
Aos poucos eu vou colocando aqui… tem muitas!
Visão ao fundo do Lake Louise, no parque nacional de Banff. Lá tem muitos passeios assim, de teleférico no alto de montanhas. Muito frio lá em cima!
Lake Louise. não dá pra acreditar na cor da água…
Lake Minnewanka, também no parque de Banff. Aquela região tem muitos lagos e rios que recebem água do derretimento da neve nas montanhas.
Ainda em Banff, noutra montanha, Laura brincando com um esquilo. Ela foi atrás dele e até tocou no bichinho.







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