Sobrevivemos
Publicado por Ana Paula September 1st, 2004 em Laura, Maternidade.Hoje foi a primeira vez que saí por mais de duas horas sem a Laura. Estava super ansiosa e apreensiva ao mesmo tempo. Como a Laura se comportaria longe de mim? Será que ela conseguiria mamar no copinho? Será que ela ia chorar muito? “Na pior das hipóteses, eu pego um taxi e volto pra casa”, pensava.
Deixei-a na minha mãe às 10:30, depois de mamar bastante. Dei todas as instruções sobre o leite, como aquecer, para oferecer no copo e dar a mamadeira somente se ela não pegasse o copo. Expliquei sobre a troca da fralda, sobre lavar na pia se ela fizesse cocô. Tudo bem explicadinho, desnecessariamente, pois minha mãe já teve filhas pequenas afinal de contas. Mas mãe é sempre assim, né? Se preocupa com tudo.
Saí e deixei meu coração na casa da minha mãe, junto com a Laura. No caminho ficava pensando que tudo ia correr bem. Sentia um apertozinho no coração, mas ao mesmo tempo curtia aquele momento longe da minha filha. Até que não é tão mal assim.
No escritório todos pensavam que eu já estava voltando. “não, ainda faltam 2 semanas”. Conversei com todo mundo, mas o assunto era um só: a Laura, obviamente. Interei-me dos assuntos da empresa e almocei com meu chefe, que está louco pra eu voltar logo, já que ele está fazendo tudo sozinho lá depois que mandou embora o meu substituto que aprontou umas e outras.
No caminho de volta, liguei para minha mãe. Senti meus seios doloridos e sabia que era hora da mamada da Laura. Ela disse que estava tudo bem, que a Laura tinha acabado de acordar (13:30) e estavam tentando dar o leite pra ela no copinho. Vim tranquila, mas contando os minutos e torcendo pra ela ter mamado bem.
Cheguei na minha mãe às 14:50 e ela tinha acabado de fazer a Laura mamar meros 60 ml na colherinha! Tentou o copinho, a mamadeira, mas ela não pegou nada. Fez escí¢ndalo e não pegava nadinha. Mas com a colher e muita paciência conseguiu que ela mamasse um pouquinho que fosse.
Então, ofereci o peito pra ela, que mamou pra caramba.
Foi bom. Valeu a experiência. Vou começar a brincar com o copo com ela, pra ver se ela acostuma.
Mas que eu prefiro ficar em casa com ela, ah, isso eu prefiro.





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