Malas e manga

Desde quinta já estou arrumando as malas de volta. Ainda bem que dessa vez são só 3 e não 6. E tô achando que vai sobrar espaço…

A Laura acabou de me dar uma coisa pra botar na mala: um caroço de manga. “Pra gente plantar lá no Canadá, mãe.”

Tá bom, filha… haja fé pra fazer crescer uma mangueira lá perto do Pólo Norte!

2009, feliz

Feliz Ano Novo!

Semana que vem eu volto, já escrevendo de casa… Já tô até sabendo da neve que me espera por lá.

Offline

Nesses dias eu ando totalmente desconectada! Internet zero.

Estou aproveitando muito ficar com a minha família e rever os amigos e parentes. Acabou que não vai dar pra gente ir pra Sampa, como queríamos. Vamos ficar por aqui mesmo.

Sábado foi o casamento da minha prima-irmã, a Chris. Eu fui madrinha de casamento dela e Laura foi uma das daminhas. Ficou LINDA a minha princesa! Super mocinha! Alice foi uma lady também e ficou ótima a festa toda. Também, o que não faltou foi colo pra ela! ;)

Aliás, Alice está ÓTIMA mesmo! Depois dessa maratona de eventos, a pequena tá pronta pra qualquer parada. Ontem ela dormiu durante o almoço todo e nos deixou curtir a presença dos nossos amigos e padrinhos do nosso casamento. Ela continua dormindo a noite TODA, pra minha surpresa. Sério, não tô acreditando nisso! Mas todos os dias ela tem capotado lá pelas 11 da noite e vai até 7 e pouco da manhã. Todos os dias! Que continue assim.

Laura tá curtindo a beça o primo, as avós e os avôs. Ela dorme com meus pais, na cama king size. E não é que ela ainda consegue empurrar todo mundo que quase caem da cama? Tá super dorminhoca. Tá comilona também.

Tô tirando um monte de fotos, claro. Não tem dado pra tratar as fotos como eu gosto, só quando chegar em casa. E também não tô me preocupando em tirar fotos “perfeitas”, tô registrando os momentos e é isso que importa, né? Tô colecionando mais e mais recordações pra poder relembrar lá longe, quando eu voltar pra casa. Ai, ai… faltam só duas semanas. Por que o tempo passa tão rápido?

Nos primeiros dias no Rio, Alice já foi super bem recebida pelos mosquitos. Tadinha, ficou com a perna toda empolada porque eu esqueci de colocar o mosquiteiro no bercinho. Mas mesmo com os cuidados, ela continuou sendo picada nos braços, na cabecinha.

Na quarta fomos na pediatra, que foi médica da Laura por tantos anos, é nossa amiga de família há tempos por ter sido nossa vizinha. Perguntei sobre o repelente pra Alice. Eu tinha lido nas embalagens dessas loções anti-mosquito para bebês que só era recomendado a partir de 6 meses.

Ela, que trabalha na rede pública de saúde, me passou uma receita de repelente que a Fundação Fiocruz usou na campanha da dengue no ano passado, para proteger os bebês:

Hidratante Proderm emulsão, com 20 gotas de Complexo B.

Ela também passou a receita do repelente para grávidas e lactantes, que não devem usar o repelente comum de farmácia:

Um bom óleo de amêndoas com cravo da índia.

Nessas duas receitas, o cheiro dessa solução é que afasta os insetos. Eu fiz pra Alice e realmente o cheirinho é bem enjoadinho. A pediatra explicou que é o complexo B que exala esse cheiro e eles usam o hidratante como veículo.

Fica aí a receita pra vocês. Não vejo problemas de indicar isso aqui, já que não é remédio e não tem contra-indicação. :)

Eu já li tantos relatos de quem vem para o Brasil pela primeira vez depois de imigrar. E agora é a minha vez de vivenciar isso.

É uma sensação muito, mas muito estranha mesmo de chegar como turista no lugar onde você nasceu e viveu praticamente a vida toda. As comparações são inevitáveis, e por muitas vezes nos seguramos pra não ficar falando de lá o tempo todo. Isso pode incomodar as pessoas, já tínhamos sido alertados deste “perigo”. Mas o fato é que não tem como NÃO comparar.

Confesso que no primeiro dia QUASE me deu vontade de voltar. Apesar de todos os problemas da cidade, esta é a minha cidade. Eu tenho muitas memórias boas daqui e nada do mundo pode me tirar isso. E é por causa dessas memórias que talvez meu coração tenha cambaleado nos primeiros dias. Mas, infelizmente, relembrei os motivos que nos fizeram sair daqui e realmente não dá. Infelizmente não é no Rio que eu quero criar minhas filhas. Leia mais ‘Turista na cidade natal (era pra ser a parte dois do texto anterior)’

Parece um sonho. Depois de quase dois anos, estamos aqui de novo, no Rio! Chegamos ontem de manhã. A viagem foi (super) longa!

Acordamos às 4 da manhã do sábado (horário local). Saímos de casa às 6, para o aeroporto de Seattle, onde chegamos às 9 e poucos da manhã. O vôo só saía às 11:45. Fizemos o check in. Tivemos que redistribuir as coisas das malas porque duas delas estavam acima do peso.

Enquanto esperávamos o vôo, uma moça chegou perto de nós e começou a fazer gracinhas para Alice. Dizia que era uma fofa, e fez carinho nela, no carrinho. A moça estava animada demais pro meu gosto. Do nada, ela pede pra segurar Alice no colo. Ahn? “Melhor não, ela está enjoadinha.” Ela fez cara de sei-lá-o-quê e foi atazanar a vida de outro pai que tinha um neném no colo. Fiquei com medo. Essa gente doida… deve ser dessas que carregam o filho dos outros embora, eu hein! Leia mais ‘Em solo carioca novamente. Parte 1: a viagem’

Fui!

Tô quase fechando as malas… que correria! Que estresse é essa fase pré-viagem, afe!

Amanhã acordamos de madrugada.

Não vejo a hora de chegar! São quase 2 anos sem ver os familiares.

Não consigo nem pensar. Deixa eu ir logo. Preciso dormir cedo hoje.

Até mais!




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